Publicado por: peregrino | 27 de Janeiro de 2013

Da esquerda à direita (II) e (III)

Antes de prosseguir sugere-se a leitura da primeira parte deste artigo (Parte I)

Desde que a 3ª República se iniciou em 25 de Abril de 1974 tem-se visto uma grande variedade de forças políticas no poder. Já se teve de tudo: governos de esquerda, governos de direita e às vezes até governos com o ‘centro’ à mistura. Tiveram-se também Presidentes da esquerda à direita (será isto aceitável?)!

As combinações de esquerda e direita no governo e na Presidência têm sido, portanto, as mais diversas possíveis. O resultado, contudo, tem sido invariavelmente o mesmo: o completo e absoluto desastre. Aliás, as diferenças entre esquerda e direita que se estudaram na escola parecem esbater-se cada vez mais, originando um grande núcleo “ideológico” que se poderia chamar de ‘esqueita’ ou ‘direida’ mas que, melhor ainda, se deveria chamar ‘gamela’ ou ‘a grande gamela’. Mas está-se a divergir!

Houve até casos em que ficou no ar a dúvida se determinados Presidentes não estariam a favorecer os seus partidos (estivessem eles no governo ou na oposição). Note-se que tal suspeita seria impossível em Monarquia simplesmente porque o Rei não deve a sua posição/cargo a nenhum partido. A independência face aos partidos da governação e parlamento seria total e absoluta.

O Rei existe pela População, para a População e só a ela deve o cargo que ocupa. Consequentemente é unicamente perante a População que o Rei deve responder!

O facto é que, com esta alternância entre esquerda e direita que se tem verificado sem que nada pareça ficar efectivamente resolvido, se chega à conclusão que este regime em que se vive actualmente se esgotou (e bem rápido por sinal).

Estranhamente a esquerda e a direita digladiam-se para ver de quem é a culpa deste estado desastroso a que o País chegou, talvez para iludir a opinião pública. Esqueça-se, contudo, que o Povo Português não é estúpido e sabe perfeitamente que a culpa os abrange a eles todos, da esquerda à direita (ou da direita à esquerda, como preferirem), sem excepção.

Nenhum deles é isento de culpa! Como se diz em linguagem popular “não vale a pena tapar o Sol com a peneira”. Pelo menos tentem manter alguma dignidade (já lhes resta tão pouca) e não se dêem ao ridículo.

Desta forma, a não ser que se tenha um perturbante sentido masoquista, simplesmente não vale a pena continuar a insistir no mesmo porque se sabe à partida que não vai funcionar. A república em Portugal simplesmente foi e é um fracasso, um fiasco! Nesse sentido porque não dar uma nova oportunidade à Monarquia? Da maneira como as coisas estão não perderíamos nada e teríamos muito a ganhar já que a Monarquia, ao longo de mais de 750 anos deu muito boas provas!

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Responses

  1. […] in “Da Esquerda à Direita“ […]


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