Publicado por: peregrino | 4 de Novembro de 2012

Ontem e hoje (I)

Há muito que os monárquicos sabem que a república não prima exactamente pela solidariedade, respeito pela vida e dignidade humana ou mesmo pelas leis fundamentais! Como podem os monárquicos pensar o contrário quando sabem perfeitamente que a república nasceu do desrespeito pela ordem pública instituída (democrática) através do vil assassinato de um Chefe de Estado e do seu filho? Sim, os monárquicos há muito que conhecem a verdadeira natureza da república e, ao longo de décadas, têm vindo a alertar os seus compatriotas para isso. Por algum motivo que parece ainda estar por explicar a generalidade das pessoas não via, por mais provas que se lhes apresentassem, esta dura realidade.

No entanto, se alguma coisa boa resulta dos últimos acontecimentos políticos é que a máscara republicana está a cair permitindo que todos possam não só ver mas também sentir na pele a ausência de valores e princípios da república. A todos os portugueses é importante perguntar, hoje mais que nunca, onde é que encontram a liberdade, a igualdade e a fraternidade que a republica tanto apregoa!

A história ensina-nos que desde a Fundação os Reis de Portugal estiveram sempre sujeitos às leis fundamentais do Reino não podendo altera-las à sua livre vontade. Na história mais recente do Reino de Portugal os Reis cumpriram sempre a Constituição. A este respeito S. M. o Rei D.Manuel II ficou conhecido, entre outras coisas, por actuar sempre, mesmo em exílio, de acordo com o mais profundo respeito pela Carta Constitucional. Nem poderia ter sido de outra maneira pois Ele, como os seus antecessores juraram, aquando da Aclamação, cumprir e fazer cumprir as leis fundamentais do Reino. Essas leis garantiam o regular funcionamento das instituições (democráticas) assim como os direitos e garantias de todos os cidadãos do Reino. Os Reis, por sua vez, entre outras funções, tinham como obrigação garantir que todas as instituições cumpriam a Constituição de modo a que esta não fosse violada. E é sabido que os Reis levavam muito a sério esse juramento!

(continua)

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Responses

  1. […] Antes de prosseguir sugere-se a leitura da primeira parte deste artigo (Parte I) […]

  2. […] de prosseguir sugere-se a leitura das primeiras duas partes deste artigo (Parte I e Parte […]


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