Publicado por: peregrino | 23 de Setembro de 2012

Uma questão de regime (I)

Os monárquicos defendem abertamente (como é óbvio) a mudança de regime. Por vários motivos (muitos já nesta página expressos) o Regime Monárquico surge novamente como o melhor caminho para Portugal (na verdade nunca deixou de o ser).

A população em geral, contudo, geralmente vê na questão de regime uma não-questão. Atolada em problemas gravíssimos (consequência da péssima governação republicana, da esquerda à direita) como o desemprego, a fome ou mesmo o risco iminente de perder a casa leva-a a minorar esta questão: simplesmente não têm tempo e/ou capacidade para pensar no assunto. Às vezes até parece que isto é um esquema: se a população não tiver capacidade/tempo para pensar no assunto então não vão fazer exigências (nada que seja novo na história da República em Portugal). Mas acontece que em Portugal a questão de regime não é um problema menor. Vive-se actualmente uma situação de extrema insensibilidade social. Às classes mais baixas é retirada qualquer esperança de subir socialmente. Por seu lado a classe média, verdadeiro motor de sustentação do País, luta árdua e diariamente para manter a sua posição. Mas a luta é cada vez mais difícil para este grupo social e muitos dos seus integrantes não aguentam e caem. Finalmente a classe mais alta que, a não ser que possua contactos políticos, ou tem juízo no modo como gere o seu património e as suas despesas ou então também se pode ver em graves apertos como qualquer uma das outras classes (embora a uma escala diferente, naturalmente). Pior do que existirem diferentes classes sociais (que, ninguém se iluda, existirão sempre) é uma determinada classe ser impedida, por meio de trabalho honesto ascender a uma classe superior. E pior ainda do que não conseguir subir na vida é olhar em volta e ver que o mais provável é baixar ainda mais. E isto porque não há quem compreenda as dificuldades da população portuguesa e, como tal, seja capaz de a defender. Triste e inadmissível (já para não falar de incompreensível) para um País que se diz democrático, civilizado e de 1º Mundo.

Naturalmente os monárquicos sabem que a mudança de regime não é uma pílula mágica que vai resolver de imediato os problemas todos do País. Dizer o contrário seria mentir e os monárquicos pautam-se pela verdade, honestidade e honra (haverá uns desviados, é claro, mas esses são uma pequena minoria). No entanto restaurar a Monarquia em Portugal seria um óptimo ponto de partida para uma efectiva mudança na Nação.

A verdade é que um regime monárquico (pese embora possa parecer contraditório) fomenta uma maior justiça social. Não é preciso ser muito inteligente nem pensar muito para perceber que nos corredores do poder se movem constantemente influências políticas e económicas. Como todos aqueles que estão nesse corredor devem a sua posição (seja económica, politica e/ou mesmo social) às influências politicas ou às influências económicas, tendem a defender-se uns aos outros! E no meio disto tudo quem defende a população em geral? A verdade é que, aparentemente, ninguém.

(continua …)

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Responses

  1. […] Uma questão de regime (II) Antes de prosseguir sugere-se a leitura da primeira parte deste artigo (Parte I) […]


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