Publicado por: peregrino | 12 de Fevereiro de 2012

Continuem assim e verão (II)

Antes de prosseguir sugere-se a leitura da primeira parte deste artigo (Parte I)

Mesmo assim pode-se colocar a questão: “E se o novo Rei não corresponder às expectativas/ não for capaz?”. A resposta é bem simples: haverá meios para forçar uma abdicação.

A este respeito convém lembrar que a ideia de que em República a população pode mudar (quando quiser) a Chefia de Estado quando esta não está a preencher as expectativas caiu por terra numa ainda recente polémica. De facto, ao que parece, a actual constituição não o permite.

Mas voltando ao tema inicial, há que reconhecer que uma das principais ‘dúvidas’ (chamemos-lhe assim) relativamente à monarquia se prende com a seguinte questão: “Não é anti-democrático um Rei só o ser por pertencer a determinada família?”.

Também não é de difícil responder a esta pergunta. Quando comparando com a República a resposta é claramente não. A ideia de em República qualquer cidadão poder vir a ser Presidente é uma mera ilusão. E isto porque se é verdade que em Monarquia se tem de pertencer a uma determinada família para poder vir a ser Rei, também é verdade que em República é absolutamente essencial pertencer a uma família (politica) para poder vir a ser presidente.

Mas então que vantagens tem uma Monarquia?

São muitas as vantagens mas na sequência do que foi dito anteriormente vão-se destacar apenas algumas. Ao não haver eleições para a Chefia de Estado, não há uma divisão dos portugueses. Um Rei é-o verdadeiramente de toda a população. Como não é eleito e a sua aclamação depende unicamente das regras constitucionais (de sucessão), um Rei não vê o seu poder (de influência) limitado por interesses partidários. Desta forma o poder e a representatividade da Chefia de Estado sai reforçada.

Uma vez que, regra geral, desde que é aclamado reina pelo resto da sua vida, o Rei é o primeiro interessado na estabilidade e progresso do seu país, acima de qualquer interesse particular/pessoal.

 A isto ainda se tem de adicionar o facto de um Rei ser devidamente preparado para o ser.

E, em boa verdade, de que nos adianta votar nas Presidenciais? Que poder de representatividade tem um Chefe de Estado eleito por menos de 50% do número de votantes (só a abstenção tem sido na ordem dos 50%)? E aqueles que, por serem menores, ainda não votam? Estarão também eles representados?

Por vezes é preciso abdicar de pequenas coisas para a concretização de um bem maior. Os Monárquicos sabem isso e por esse motivo aceitam pacificamente a importância de um Chefe de Estado apolítico que não se sujeite a eleições (embora se encontre sempre sujeito à Constituição).

Àqueles que teimosamente não querem abdicar da eleição (directa) do Chefe de Estado só se pode dizer que as consequências de tal atitude serão gravíssimas para toda a Nação Portuguesa. Continuem assim e verão o caos em que esta terra mergulhará. Fatalista? Antes fosse mas infelizmente para a Lusa Pátria está a ser-se realista.

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