Publicado por: peregrino | 13 de Dezembro de 2011

Ética Republicana ou chamar o Rei? (II)

Antes de prosseguir sugere-se a leitura da primeira parte deste artigo.

Ideia ainda mais infeliz que anterior é aquela de concentrar as ‘meias-horas’ para serem usadas ao Sábado. Isto, então, é de bradar aos Céus.
Que trabalhador aceitará que lhe tirem uma manhã de descanso, para mais sem que lhe paguem por isso? Que trabalhador estará motivado, nestas circunstâncias, para o trabalho? Ao fim de 40 horas de trabalho que trabalhador estará suficientemente descansado de modo a que os acidentes de trabalho sejam minimizados?

Quem teve estas ideias devia ter estudado um pouco mais para, hoje, perceber que um trabalhador motivado e com o descanso em dia é, potencialmente, muito mais produtivo.

Os impactos desta medida na economia não são necessariamente positivos! Qualquer pessoa que trabalhe sabe que ao longo da semana, em virtude dos horários de trabalho actuais, é praticamente impraticável recorrer ao comércio tradicional. A manhã de Sábado apresenta-se, assim, como uma alternativa viável para usar este tipo de comércio. Retirar a manhã de Sábado aos trabalhadores não só retira descanso aos mesmos como pode implicar o colapso do já débil comércio tradicional, com graves consequências para a economia.

Também se colocou a hipótese de retirar dias de férias aos trabalhadores. Fica-se de tal maneira estupefacto com esta hipótese que uma das perguntas que vem à mente é “Será que estão mesmo a falar a sério?”.

Será que se está pretender voltar progressivamente à escravatura (que, por acaso, foi abolida pela Monarquia)? Aumento do trabalho e diminuição das remunerações? A este ritmo o que virá a seguir?

No meio de tudo isto haverá quem pense que são sacrifícios que se devem fazer a bem de Portugal! É certo que há alturas em que devem ser feitos sacrifícios pelo bem comum, pelo bem da Pátria. Disso não há margem para dúvidas! O pior é que, mesmo com todos estes sacrifícios exigidos, os problemas de Portugal não serão resolvidos porque, como se diz popularmente, há demasiados a comer demasiado. O povo, esse, sem nenhuma força que o defenda verdadeiramente, continua a ver os sacrifícios pedidos a aumentar e a sua qualidade de vida a diminuir.

(continua …)

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