Publicado por: peregrino | 23 de Agosto de 2011

Vamos lá ver! (II)

Antes de prosseguir sugere-se a leitura da primeira parte deste artigo.

Mas mesmo a questão simbólica (ou do ‘mero simbolismo’ como alguns dizem), tantas vezes usada com sentido depreciativo, é de elevada importância.

As Famílias Reais (encabeçadas pelos Monarcas) representam a própria história das Nações e, em última instância, a história europeia. Nos momentos altos e baixos dos diversos países, as Famílias Reais estiveram presentes e compartilharam alegrias e tristezas com os seus povos. Temos o exemplo da nossa Rainha D.Maria Pia que, quando soube da tragédia que foi o incêndio no teatro Baquet no Porto (em 1888), partiu imediatamente de comboio (numa noite de temporal) para aquela cidade com vista a prestar solidariedade para com as vítimas de tal tragédia. Não se contentando só com as palavras de apoio (que, naquelas circunstâncias, já muito era) percorreu, assumindo na sua plenitude o papel de Rainha, as ruas mais lúgubres distribuindo esmolas e apoiando os necessitados. Este é apenas um exemplo, dos muito que existem na história (da Família Real) Nacional. Vendo bem nenhum exemplo similar consta a respeito das congéneres (se é que assim se podem chamar) republicanas.

Durante a 2ª Grande Guerra recomendaram à Rainha Isabel do Reino Unido (mais tarde Rainha-Mãe) que, por questões de segurança, partisse com as Princesas para fora do país. A Rainha terá respondido que as Princesas não partiriam sem ela, ela não partiria sem o Rei e o Rei nunca deixaria o seu País. Esta presença da Família Real foi fundamental para manter acesa, nos britânicos, a chama da esperança. Também durante a 2ª Grande Guerra o Luxemburgo foi ocupado e a Grã-Duquesa (que até era neta do nosso Rei D.Miguel) foi forçada ao exílio em Londres. Mas mesmo no exílio nunca abandonou o seu país, tornando-se num importante símbolo de unidade nacional e de resistência. Mas estes são apenas alguns exemplos. Existem muito mais (bastantes recentes) vindos das Família Real Britânica, da Portuguesa, da Norueguesa, da Espanhola, da Belga, etc. Na verdade, entre recentes e antigos, são tantos os exemplos que seria impossível referir todos aqui.

As Famílias Reais mantêm viva a história das suas pátrias mostrando que é possível vencer as adversidades, como se fez no passado. São (e continuam a ser), portanto, de extrema importância para a auto-estima e unidade dos seus países. Por tudo isto as Famílias Reais não são simplesmente toleradas: são amadas e respeitadas.

Claro que num país como Portugal, que ao longo de 100 anos foi perdendo o seu orgulho, a sua auto-estima, a sua identidade e que foi esquecendo a sua própria história, estes argumento são difíceis de compreender. É esse o preço (demasiado elevado) que se paga pelo desconhecimento da história nacional que a República promoveu ao longo de 100 anos. Ainda assim isso não significa que estes argumentos pró-monarquia estejam errados, muito pelo contrário.

(continua …)

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Responses

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  2. […] Antes de prosseguir sugere-se a leitura da segunda parte deste artigo. […]


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