Publicado por: peregrino | 5 de Maio de 2011

Não convém, não é verdade? (II)

Antes de prosseguir sugere-se a leitura da primeira parte deste artigo.

Independentemente deste aborrecimento, alguma coisa de positivo ficou que, mais uma vez por incompetência, ignorância ou simplesmente má-fé, não foi devidamente salientada.

A questão do regime foi, uma vez mais, colocada, contrariando todos aqueles que, teimosamente, insistem em afirmar que essa questão não se coloca, hoje em dia, em Portugal.

Verificou-se o poder unificador de uma Família Real. Durante as celebrações foi possível confirmar o tanto que os cidadãos (principalmente do Reino Unido mas também dos outros países onde S.M a Rainha Isabel II é soberana) viviam o momento como se da sua própria festa se tratasse. Esses mesmos cidadãos falavam das celebrações com orgulho, chegando alguns mesmo a afirmar que ‘era aquilo [cerimónia, organização, rigor, tradição, realeza, etc] que os definia’. Houve, portanto, uma clara identificação entre a população em geral e a Família Real/Regime Monárquico. Essa identificação não encontra paralelo nem possível comparação em nenhuma república.

A questão dos custos é também algo importante a referir, talvez o mais importante mesmo. Ironicamente é uma questão que parece subvalorizada num País que está em crise em boa parte por ter gasto mais do que o que devia/podia. Estou a falar, claro, de Portugal. Quando se fala nas claras vantagens económicas da Monarquia, os defensores da República (ou serão mais anti-monárquicos?) assobiam para o lado e, incompreensivelmente, desvalorizam a questão! Como se Portugal não precisasse de poupar todos os cêntimos e aproveitar todas as oportunidades passíveis de gerar receita, principalmente nas actuais circunstâncias. Vá-se lá compreender este pensamento dos anti-monárquicos!

Claro que os mais críticos dirão que os custos de todo o evento foram brutais. Não se aflijam essas pessoas pois segundo consta as despesas da festa em si ficaram a cargo da Família Real e dos pais da noiva.

À responsabilidade do Estado Britânico, e por conseguinte dos contribuintes, terá ficado toda a operação de segurança. Dirão os mais cépticos (e teimosos) que ainda assim a factura foi pesada demais para o contribuinte. É um preço que se tem de pagar para o casamento ser “público”. Se fosse uma cerimónia privada (como tantas outras da Família Real) esses custos seriam eliminados mas duvido que a população aceitasse pacificamente o facto de não poder assistir e estar próximo do seu príncipe no dia do seu casamento. É uma questão de identificação e proximidade entre povo e Família Real. Esta identificação e esta proximidade, por não existir em República (embora esta não o admita), é naturalmente difícil de ser compreendida pelos republicanos.

No entanto os ganhos obtidos com o casamento, que foi uma magnífica campanha publicitária, são incalculáveis.

(continua na parte 3)

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Responses

  1. […] (continua na parte 2) […]

  2. […] verdade? (III) Antes de prosseguir sugere-se a leitura das duas primeiras partes (Parte I; Parte II) deste […]

  3. […] de prosseguir sugere-se a leitura das três primeiras partes (Parte I; Parte II; Parte III) deste […]


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