Publicado por: peregrino | 5 de Abril de 2011

A crise (I)

Portugal vive momentos difíceis e só um louco o poderia negar! A dívida pública aumenta constantemente, o desemprego aumenta, os impostos aumentam, a precariedade e instabilidade aumentam e os ordenados (e até já as pensões) diminuem. A desculpa é sempre e inevitavelmente a mesma: a crise! Sim, a crise até será a culpada mas a esta altura já não é a internacional. Actualmente, a crise que merece as culpas é de âmbito nacional: crise de valores, de ética, de moral, de honra e de competência! Perante tudo isto ainda há quem, defenda a república, iludidos com uma democracia que está longe daquilo que poderia e deveria ser. Acusam a Monarquia de ser um regime de favorecidos mas, lamentavelmente, ainda não perceberam que a república é que o é! O que se passa por cá seria impensável e inadmissível em qualquer Monarquia europeia. A desilusão é grande mas ainda assim as pessoas parecem não querer dar uma hipótese à Monarquia que, no passado, tão longe levou o nome de Portugal!

A vida não está fácil, principalmente para os jovens e são muitas as reportagens e muitos os debates sobre a temática do desemprego! No entanto essas reportagens e esses debates falam sempre no mesmo, nunca indo ao cerne da questão.

Dizem os políticos que o País vive uma situação complicada e que os jovens se devem adaptar e sacrificar! Esquecem-se esses políticos, no entanto, que são eles os responsáveis pela situação a que Portugal chegou. Foram incapazes de acautelar o futuro para esta terra e suas gentes e, agora, refugiam-se em desculpas mas nunca assumindo a culpa que é maioritariamente deles.

Falam os grandes empresários para dizer que não podem criar mais postos de trabalho, aumentar salários e regalias sociais mas aumentam os preços dos seus produtos e ampliam as suas margens de lucro. Um empresário quer, naturalmente, ter lucros pois foi para isso que investiu mas aumentar os lucros à custa de trabalho pouco remunerado e aumento de preços não é ético, não é moral e por certo não é honroso. Honroso! Mas que valor tem a honra nesta terra?! Já teve muito mas agora, no entanto, a história é diferente.

Alerta-se que não há dinheiro e que, por isso, é necessário aumentar a receita. Então carrega-se com impostos o povo português com uma completa insensibilidade à já tão frágil economia das famílias portuguesas. Mas nem para tudo há falta de dinheiro. É só estar um pouco atento para ver gestores de empresas públicas com remunerações e prémios milionários. Depois são os institutos e observatórios às centenas, cujas funções ninguém sabe ao certo quais são, mas que vão buscar a sua quota-parte de dinheiro ‘ao bolso’ do povo português.

E ainda as fundações que, na sua generalidade, nada de útil fazem mas que vivem à custa de subsídios. Para estes há dinheiro mas para um trabalhador que só quer um trabalho honesto com uma remuneração justa e digna já não há?

Como podes, Portugal, aceitar isto?

(continua …)

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Responses

  1. […] De modo a compreender melhor o artigo que se segue, recomenda-se a leitura da primeira parte do mesmo (A Crise (I)). […]


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