Publicado por: vmantas | 24 de Janeiro de 2011

Revista Presidencial I


As eleições presidenciais deste ano podem ser analisadas de muitas perspectivas.

No entanto, um primeiro comentário tem de ir obrigatoriamente para a abstenção. E vai para abstenção não só porque os valores foram absolutamente terríveis como também porque esta foi a ‘arma’ escolhida por alguns sectores – de forma completamente errada diga-se.

Entre os arautos da abstenção estão os monárquicos que consideram a eleição presidencial como a manifestação máxima da Republica e do sistema contra o queal ‘lutam’.

Pode até ser assim, mas na prática faz sentido? Não esses os monárquicos que reconhecem a legitimidade da republica? Não são esses mesmos monárquicos que muitas vezes vivem perfeitamente inseridos no sistema que temos? Assim sendo, como justificar a abstenção? Como ‘arma política’?

Nada mais errado. Num país em que a abstenção é tremendamente elevada por natureza, como vamos distinguir os que não votam por ‘principio’ dos que o fazem por simples preguiça?

Não seria mais inteligente pedir aos monárquicos, e outros descontentes, que votem nulo, ou mesmo branco? O impacto de 500 000 votos nulos seria necessariamente mais forte do que 1 milhão de abstenções. A verdade é que anda tudo trocado e uns aproveitam o sistema para o seu benefício e outros aproveitam o sistema para não ter de fazer uma oposição séria ou mostrar que querem realmente abalar o estado de coisas. Entre uns e outros ‘venha o diabo e escolha’.

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