Publicado por: vmantas | 20 de Novembro de 2010

Bandeira de Portugal, bandeira dos Portugueses


Diz-se que foi Scolari a trazer para Portugal (algum) amor pela bandeira. Talvez tenha sido e talvez depois da saída do treinador esse ‘amor’ pela bandeira tenha regressado aos níveis normais. Já é raro observar bandeiras na janela, presença essa que nunca se manifestou (ou raras vezes) fora de alguma competição futebolística. Não questiono a colocação das bandeiras. Aliás, desconfio é de quem não as colocou. Eu não fugi à regra.

Mas resta saber porque os Portugueses continuam a dizer que ‘temos uma bandeira feia’. Será pelas cores? Será que vamos mesmo acreditar que é a combinação do verde e vermelho que faz torcer o nariz? Não me parece.

Provavelmente é o facto de a bandeira ter falhado a sua implantação junto da população, que nos dá algum afastamento ‘afectivo’ não ao que representa mas ao seu aspecto visual.

A verdade é que aquela conversa do verde pelos campos e o vermelho pelo sangue não convence ninguém (até porque é mentira, uma vez que as cores reflectem sim as da carbonária, grupo manifestamente terrorista e que teve papel activo no 5 de Outubro, e atenção que quando digo terrorista refiro-me de facto a actos de violência, inclusive contra republicanos).

Como podemos ter sentimentos fortes por uma bandeira em que temos de aprender na escola o que significa? Fará sentido?

Pois por essa razão defendo que Portugal deveria ter uma nova bandeira. A mudança não seria nada de novo. Portugal teve já bastantes bandeiras ao longo da sua história. Esta evolução esteve normalmente associada a determinados momentos políticos ou históricos, reflectindo as alterações no ‘design’ as alterações na vida social ou política da nação.

Hoje exige-se uma bandeira que preencha apenas um pequeno conjunto de requisitos.

1º Que seja uma síntese da nossa história;

2º Que reflicta a mensagem que queremos transmitir para o nosso futuro;

3º Seja independente do regime;

4º Que os Portugueses possam ter por ela uma empatia natural.

A ‘nova’ bandeira deve assim incluir os elementos com que nos identificamos enquanto povo. O escudo nacional, com a esfera armilar em pano de fundo, a cruz de Cristo, símbolo do período em que tínhamos a audácia de nos superarmos e as cores, bem, as nacionais. As cores que sempre estiveram presentes na nossa bandeira desde a Fundação: o azul e branco.

Aliás o azul pode mesmo representar o Oceano, elemento essencial da condição de Portugal e sem o qual o nosso país não teria sido capaz de desafiar a história, mantendo-se uno e indivisível. Hoje, como ontem, o Oceano é o nosso destino, a que não podemos virar costas. E a bandeira é dos símbolos mais importantes daquilo que somos, Portugueses!

As nossas palavras não são por mudanças conjunturais mas sim por uma mudança que nos permita restaurar Portugal e devolvê-lo aos cidadãos.

Bandeira de Portugal

Nota: vamos começar a escrever Portugueses com letra maiúscula, porque já o merecemos.

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Responses

  1. Prefiro sem duvida esta bandeira!!


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